segunda-feira, setembro 25, 2006
Jodorowsky + outros
Antes de desembarcarmos de vez no Rio, gostaria de fazer algumas recomendações em nome da Paisà.
Primeiro, a homenagem dedicada a Alejandro Jodorowsky. O cineasta chileno é uma figura da maior importância, e pouquíssimo visto. O Festival do Rio exibe três de seus seis longas: Fando y Lis, El Topo e The Holy Mountain. A trinca faz parte do período mais cult do cineasta, mas não abrange por completo sua carreira, por ser muito localizada. O que não diminui seu valor, dado a invisibilidade de seus filmes. Jodorowsky é o essencial do cinema extremo, no limite do surrealismo e das imagens fortes que construía com seu olhar único e selvagem. Seus filmes são uma verdadeira busca pelo lado mais instintivo da criação. Imperdível.
E não poderia deixa de reforçar a dica do Sérgio quanto ao novo De Palma. Dália Negra é um filme muito bom, em diversos momentos brilhante. Há ao menos uma seqüência antológica, num longo plano seqüência com gruas. Um verdadeiro mestre em ação.
E uma não recomendação: Medo e Obsessão, exibido em São Paulo anos atrás como Terra da Fartura. O penúltimo filme de Wim Wenders é patético, estéticamente nulo, políticamente covarde. Faz o fraco Estrela Solitária parecer uma obra-prima em comparação.
Primeiro, a homenagem dedicada a Alejandro Jodorowsky. O cineasta chileno é uma figura da maior importância, e pouquíssimo visto. O Festival do Rio exibe três de seus seis longas: Fando y Lis, El Topo e The Holy Mountain. A trinca faz parte do período mais cult do cineasta, mas não abrange por completo sua carreira, por ser muito localizada. O que não diminui seu valor, dado a invisibilidade de seus filmes. Jodorowsky é o essencial do cinema extremo, no limite do surrealismo e das imagens fortes que construía com seu olhar único e selvagem. Seus filmes são uma verdadeira busca pelo lado mais instintivo da criação. Imperdível.
E não poderia deixa de reforçar a dica do Sérgio quanto ao novo De Palma. Dália Negra é um filme muito bom, em diversos momentos brilhante. Há ao menos uma seqüência antológica, num longo plano seqüência com gruas. Um verdadeiro mestre em ação.
E uma não recomendação: Medo e Obsessão, exibido em São Paulo anos atrás como Terra da Fartura. O penúltimo filme de Wim Wenders é patético, estéticamente nulo, políticamente covarde. Faz o fraco Estrela Solitária parecer uma obra-prima em comparação.