sexta-feira, outubro 27, 2006
Belle Toujours
É tradição: a Mostra não é mostra a não ser que apresente um filme novo de Manoel de Oliveira, que realiza aqui uma seqüência perversa para A Bela da Tarde de Buñuel. È mais uma obra-prima tardia do quase centenário cineasta. Um filme de grande beleza que se constroi a partir da lógica do intervalo que o separa do classico de Buñuel, esteja ele no rosto de Michel Piccoli (que esta magnífico, por sinal), na Paris pelo qual ele passeia ou nos estilos diferentes dos dois cineastas. Belle Toujours é um dos trabalhos mais leves de Oliveira (seus 70 minutos passam muito depressa), chegando por vezes a remeter mesmo a Vou Para Casa, mas com mais força. Um filme para se retornar outras vezes, com certeza. Talvez o melhor do festival.