domingo, outubro 29, 2006

Still Life


Antes de falar do novo filme de Jia Zhang-ke, um dos mais importantes jovens cineastas do cinema hoje (e vencedor do último festival de Veneza), um aviso a respeito de sua projeção. Sem qualquer aviso prévio, o público foi pego de surpresa por uma cópia tosca, que, além de não estar em película - o filme foi rodado em digital, o que diminui a gravidade da situação - estava em Beta. As cores estão sangrando em diversos momentos, e há até pixelização na tela. Pobre de quem teve que pagar R$15 pela sessão.

Still Life tem momentos brilhantes, como nos melhores filmes de Jia. Especialmente na sua primeira meia-hora, cheia de pequenos achados. Quando Jia faz o movimento para a outra narrativa, o filme decai e perde seu tom por algum tempo. O talento de Jia segue evidente, mas o filme carece de uma força visual que sobrava em Plataforma, Prazeres Desconhecidos ou O Mundo. O trabalho de Yu Lik-wai com o digital ainda é primoroso, aqui atirando para um outro estilo do suporte, mais próximo de uma imagem que se espera dele. O conceito mais forte em torno do filme é o do fim de um caminho, reínicio de outro (nos dois casais em cena, na cidade que agora está submersa e precisa se reeguer). São diversas as imagems de demolição, de uma arquitetura vindo abaixo. É um filme que merece revisão, especialmente porque visto em má condição.





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