quarta-feira, maio 30, 2007

Meu último dia


O Festival acabou para mim. Amanhã de manhã viajo de volta a São Paulo. No trajeto, espero ver bem de cima, agora com a luz do dia, a impressionante beleza do que me pareceu ser o pantanal (vou conferir se é mesmo, pois à noite tive essa impressão). Daqui a alguns dias estará em nossa próxima edição um texto mais crítico sobre os filmes que vi por aqui. Por enquanto, um pouco mais de minhas ligeiras impressões.

Foi um dia de curtas que deixaram a desejar, com o videoclipe de Luiz Borges comentado no post anterior, o documentário paulistano A Plenos Pulmões, de Patricia Moran, e a animação pernambucana Na Corda Bamba, de Marcos Bucini, como os melhores momentos. O filme de Moran tem um humor inusitado, e explora bem as ambiguidades do que sentem os moradores da cada vez mais caótica São Paulo, e a animação tem uma técnica interessante e algumas idéias visuais que do desencontro de texturas tira suas forças. Dois belos exemplos de como aproveitar o formato curta.

Na sessão seguinte, que deveria ter o longa Baixio das Bestas (a cópia não chegou a tempo), um monte de curtas medianos explorando o comportamento sexual, sendo que um deles, Banheiros, Bosques e Afins, de J.Tomaz, é francamente homoerótico, e causou o delírio de alguns na sala. Foi uma das sessões mais divertidas, pena que o curta não era grande coisa. Razoavelmente filmado, ao contrário de vários outros vídeos que passaram aqui, mas pobre de idéias genuinamente criativas, ou ao menos que não fossem derivativas de outras imagens do cinema erótico gay. Fica apenas a coragem de abordar o assunto tão abertamente.

O último filme visto foi o curta de Selton Mello, Quando o Tempo Cair, que também deixou a desejar, especialmente porque mostra Jorge Loredo, o Zé Bonitinho de minha infância (e de um dos maiores filmes brasileiros de todos os tempos: Sem Essa Aranha), mas não o utiliza para além do problema do idoso que sente dificuldade em voltar ao mercado de trabalho. Nenhuma idéia formal, nenhuma solução dramatúrgica de impressionar, o filme segue na tocada banho maria até o final, pretensamente poético.

Encerrando minha participação no blog, as cotações dos 10 melhores filmes (vistos ou não vistos aqui, revistos ou não), em ordem decrescente de preferência:

V - vistos anteriormente
R - revisto em Cuiabá

Cão sem Dono * * * * V
Person * * *
O Engenho de Zé Lins * * *
Helena Zero * * *
A Noite do Vampiro * * *
Vai Indo que eu Já Vou * * *
Querô * * * R
Quanto Mais Manga Melhor * * *
À Plenos Pulmões * * *
Dia de Festa * * * V

Hors Concours

Bang Bang e Antônia

filmes que não vi na íntegra, mas que pareciam bons:

Eunóia e Em Trânsito





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