domingo, junho 17, 2007
O René Clair brasileiro
No blog do Inácio Araujo houve uma comparação de um filme atual, Um Lugar na Platéia, de Daniele Thompson, com os filmes de René Clair. Pois a comparação me parece muito mais pertinente se for realizada com Tudo Azul, de Moacyr Fenelon. O filme de 1951 foi restaurado em 2004, e alguns diálogos que estavam perdidos foram redublados com o auxílio de deficientes auditivos que fizeram leitura labial. Trata-se de um experimento livre a quase anárquico, adiantado para 1951, com direito a beijo de boca aberta, adultério consentido pela esposa, repetidas sugestões de que a outra pessoa deveria se suicidar, e outras liberdades. A enorme seqüência de números musicais cansa um pouco no final, mas não chega a atrapalhar a fruição desse belo filme.