domingo, outubro 21, 2007

Angel


Duro pêndulo este que sustenta a obra de François Ozon: cineasta cujos filmes parecem estar sempre em busca de injetar a vitalidade numa imagem, maneirista por necessidade, sempre as voltas com artifício, mas que parece se dar melhor quando o material lhe permite um específico concreto mínimo para trabalhar (pensemos no belo O Amor em 5 Tempos). Pois grande surpresa é ver neste Angel que Ozon parece finalmente encontrar o tom para trabalha no mais vagabundo e falso dos universos e se sair com um filme que se distante do seu mestre Fassbinder (as semelhanças entre o que Ozon procura redimensionar no melodrama com os filmes do cineasta alemão são óbvias), encontra um encanto próprio e de amplitude bem maior que o kitsch de um 8 Mulheres.





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