terça-feira, outubro 02, 2007
Cine Glória
Ontem, após o assombro que é o filme do Todd Haynes, fui conferir a projeção do Cine Glória, meio esquecido pelo cinéfilo que acompanha o Festival. Foram dois filmes:
Jia Zhang Vai pra Casa, de Damien Ounouri, é interessante e informativo, acompanha o diretor em visitas ás locações de O Batedor de Carteiras e Plataforma, e mostra cenas dos dois, e de In Public e Prazeres Desconhecidos também. É imperdível apenas para quem tem uma relação obsessiva com o diretor, e quer saber como ele fala, se veste, sorri, suas influências (para quem ainda não havia notado: Ozu e Bresson, mas há uma que nem todos percebem - Hou Hsiao-hsien).
Amor Fantasma, de Nina Menkes, deve ficar com o título de filme mais bizarro do Festival. Uma mulher se relaciona sem sentir prazer com um homem meio bruto e insensível (ok, não é feminista como parece) e com a irmã abilolada. A famosa cena da levitação que está no atraente cartaz do filme termina com uma surpresa explosiva, e o filme tem alguns planos muito felizes em sua procura pela estilização. Em outros momentos, a diretora, que também opera a câmera, parece não saber muito bem o que quer, como em uma cena no cassino, em que o zoom parece desgovernado, agindo sem o menor critério. Para quem curte uma excentricidade, talvez Amor Fantasma seja a melhor pedida. Mas fica o aviso de que o filme é mais bizarro do que propriamente bom.
Jia Zhang Vai pra Casa, de Damien Ounouri, é interessante e informativo, acompanha o diretor em visitas ás locações de O Batedor de Carteiras e Plataforma, e mostra cenas dos dois, e de In Public e Prazeres Desconhecidos também. É imperdível apenas para quem tem uma relação obsessiva com o diretor, e quer saber como ele fala, se veste, sorri, suas influências (para quem ainda não havia notado: Ozu e Bresson, mas há uma que nem todos percebem - Hou Hsiao-hsien).
Amor Fantasma, de Nina Menkes, deve ficar com o título de filme mais bizarro do Festival. Uma mulher se relaciona sem sentir prazer com um homem meio bruto e insensível (ok, não é feminista como parece) e com a irmã abilolada. A famosa cena da levitação que está no atraente cartaz do filme termina com uma surpresa explosiva, e o filme tem alguns planos muito felizes em sua procura pela estilização. Em outros momentos, a diretora, que também opera a câmera, parece não saber muito bem o que quer, como em uma cena no cassino, em que o zoom parece desgovernado, agindo sem o menor critério. Para quem curte uma excentricidade, talvez Amor Fantasma seja a melhor pedida. Mas fica o aviso de que o filme é mais bizarro do que propriamente bom.