quinta-feira, setembro 27, 2007

Uma Velha Amante


Sobre a superfície de um típico filme de época, Catherine Breillat urde mais um ensaio sobre o poder da carne. No caso do corpo de Asia Argento, a última atriz que se escalaria no centro de um filme de época e cuja mera presença animalesca e profundamente contemporânea causa um curto-circuito na lógica do gênero, lógica esta que Breillat espertamente iguala a das regras da sociedade francesa do século XIX. Pois esta história de amor doentio é também uma ode a presença física de Argento, assim como um ensaio sobre relação de amor e ódio que a psique do homem freqüentemente desenvolve com a sexualidade feminina. Cineasta e atriz trabalham em perfeita sintonia resultando num dos filmes mais arejados e sofisticados do festival. Breill segue uma grande provocadora, aqui produzindo um dos seus espetáculos mais físicos, diretos e desestabilizadores de onde menos se espera.





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