quarta-feira, outubro 04, 2006
O melhor dia do festival
Ontem foi o dia de duas obras-primas do Festival. Dois filmes que se juntam a Juventude em Marcha, filme de Pedro Costa que cresceu na memória e exige revisão obrigatória caso vá para a 30ª Mostra SP, como os melhores do evento.
Mas o dia começou com uma aposta no escuro: Pouco a Pouco, de Maziar Miri, um filme bem agradável sobre um soldador que descobre que sua mulher desapareceu. A meia hora final, com o reaparecimento da mulher e a história que ela conta para se justificar ao marido garante o interesse do filme, que é fimado direitinho, com uma câmera segura e discreta, e uma montagem bem precisa, respeitando o tempo dos atores. Uma bela surpresa.
Depois, na pior sala do Festival (Botafogo 2), a obra-prima de Johnnie To, Exiled, sobre o qual Guilherme já se manifestou por aqui. Assino embaixo de suas palavras. Realmente o filme transpira uma paixão pelo cinema que é transmitida ao espectador. Ouvi dizer por aqui que o filme está confirmado na 30ª Mostra Internacional de São Paulo. Ou seja: programe-se bem para não perder o filme, e, se possível, rever.
O outro filme fundamental do Festival é Os Anjos Exterminadores, novo longa de Jean-Claude Brisseau. O filme retoma obsessões formais e temáticas do diretor, particularmente do essencial Coisas Secretas (2002). O que posso dizer é que Os Anjos Exterminadores é ainda melhor, e me deixou embasbacado ao término da projeção. É um cinema de sombras, que não teme elementos que o bom gosto reinante considera ofensivo. Na verdade, Brisseau está se lixando para o bom gosto, e seu filme explora o corpo feminino como poucos na história do cinema. Francamente, não se pode mais falar em Tinto Brass depois de ver o que Brisseau faz com as belas atrizes, ainda que aqui a porta para o imaginativo e para o sobrenatural esteja francamente aberta, fazendo com que mergulhemos na sombra. Inesquecível, e obrigatório.
cotações:
Pouco a Pouco * * *
Exiled * * * * *
Os Anjos Exterminadores * * * * *
Mas o dia começou com uma aposta no escuro: Pouco a Pouco, de Maziar Miri, um filme bem agradável sobre um soldador que descobre que sua mulher desapareceu. A meia hora final, com o reaparecimento da mulher e a história que ela conta para se justificar ao marido garante o interesse do filme, que é fimado direitinho, com uma câmera segura e discreta, e uma montagem bem precisa, respeitando o tempo dos atores. Uma bela surpresa.
Depois, na pior sala do Festival (Botafogo 2), a obra-prima de Johnnie To, Exiled, sobre o qual Guilherme já se manifestou por aqui. Assino embaixo de suas palavras. Realmente o filme transpira uma paixão pelo cinema que é transmitida ao espectador. Ouvi dizer por aqui que o filme está confirmado na 30ª Mostra Internacional de São Paulo. Ou seja: programe-se bem para não perder o filme, e, se possível, rever.
O outro filme fundamental do Festival é Os Anjos Exterminadores, novo longa de Jean-Claude Brisseau. O filme retoma obsessões formais e temáticas do diretor, particularmente do essencial Coisas Secretas (2002). O que posso dizer é que Os Anjos Exterminadores é ainda melhor, e me deixou embasbacado ao término da projeção. É um cinema de sombras, que não teme elementos que o bom gosto reinante considera ofensivo. Na verdade, Brisseau está se lixando para o bom gosto, e seu filme explora o corpo feminino como poucos na história do cinema. Francamente, não se pode mais falar em Tinto Brass depois de ver o que Brisseau faz com as belas atrizes, ainda que aqui a porta para o imaginativo e para o sobrenatural esteja francamente aberta, fazendo com que mergulhemos na sombra. Inesquecível, e obrigatório.
cotações:
Pouco a Pouco * * *
Exiled * * * * *
Os Anjos Exterminadores * * * * *