sexta-feira, setembro 28, 2007
A Felicidade dos Sakai
A Felicidade dos Sakai é um filme estruturalmente todo errado. Há uma certa esquizofrenia na forma de conduzir a dramaturgia e ele não consegue trabalhar bem com isso. O registro dos acontecimentos muda de tom subitamente, por vezes em cortes muito mal realizados, tornando a imersão no filme quase impossível.
Mas dentro dessa desestrutura existem bons momentos. Coisas pontuais como o plano onde o garoto chupa o sorvete da colega de escola ou quando a professora tira um sarro do aluno que escreveu uma palavra errada. São momentos que nos remetem a ações (pela atitude em si e pela forma como se dá toda a movimentação) típicas de desenhos animados e quadrinhos japoneses; o problema é que são apenas coisas pontuais e o filme não investe reaalmente nelas como projeto.
Já perto do fim, a mudança de tom é drástica e horrível. De repente tudo vira um grande drama familiar insuportável. Começam a surgir questões como a aceitação do padrasto como pai pelo garoto ou o afastar-se das pessoas que te amam para elas não sofrerem com o seu sorimento; mas tudo bastante de qualquer jeito, sem estabelecer laços com esses sentimentos, apenas calcando-se em estratégias facéis para atingir o melodrama.
Nos últimos minutos o filme volta ao garoto e suas questões adolescentes. E o plano final, apesar de parecer não fazer nenhum sentido de nehuma forma, guarda algum interesse.
Mas dentro dessa desestrutura existem bons momentos. Coisas pontuais como o plano onde o garoto chupa o sorvete da colega de escola ou quando a professora tira um sarro do aluno que escreveu uma palavra errada. São momentos que nos remetem a ações (pela atitude em si e pela forma como se dá toda a movimentação) típicas de desenhos animados e quadrinhos japoneses; o problema é que são apenas coisas pontuais e o filme não investe reaalmente nelas como projeto.
Já perto do fim, a mudança de tom é drástica e horrível. De repente tudo vira um grande drama familiar insuportável. Começam a surgir questões como a aceitação do padrasto como pai pelo garoto ou o afastar-se das pessoas que te amam para elas não sofrerem com o seu sorimento; mas tudo bastante de qualquer jeito, sem estabelecer laços com esses sentimentos, apenas calcando-se em estratégias facéis para atingir o melodrama.
Nos últimos minutos o filme volta ao garoto e suas questões adolescentes. E o plano final, apesar de parecer não fazer nenhum sentido de nehuma forma, guarda algum interesse.