domingo, setembro 30, 2007
Planeta Terror
A arte de Robert Rodriguez – se é que faz sentido nos referirmos a ela assim – sempre foi construída de dejetos do cinema de gênero americano, mais do que nunca isto vale neste Planeta Terror que leva este projeto de cinema aos limites da imagem-fetiche. Poderia ser uma camisa de força que estrangulasse o filme como a devoção a Frank Miller fizera com Sin City, mas aqui temos Rodriguez de volta a forma e se divertindo muito enquanto costura uma homenagem a John Carpenter, cuja obra transpassa cada plano de Planeta Terror. Este é tanto um filme de curtição onde Rodriguez abraça seus impulsos mais adolescentes, como um filme que pode ter um epílogo tão bonito como o que Rodriguez constrói aqui, assim como um filme que tem como uma das suas maiores razões de ser produzir um Kurt Russell mexicano.