terça-feira, outubro 23, 2007

Estômago


Estômago é um objeto estranho na filmografia brasileira recente. Primeiro, trata-se de uma comédia genuinamente popular, no sentido que a expressão costumava ter, com perfil para agradar públicos dos mais diversos. Segundo, é um filme passado num universo de presidiarios, prostitutas e vagabundos que existe muito distante do recorte habitual que o cinema brasileiro oferece. Por isto tudo, Estômago já garante seu interesse, mas Marcos Jorge (cuja direção é somente funcional, mas que raramente atrapalha o filme) garante um filme que flui extremamente bem (tarefa difícil para um filme narrativo popular cuja trama avança paralelamente em dois tempos distintos) e entrega seu filme há um grande ator (João Miguel) inspiradíssimo. Em outros tempos, talvez Estômago não chamasse a atenção, sendo sommente mais um exemplar habilidoso de comédia brasileira, mas com apenas um ou outro pequeno diferencial (aqui Miguel e o ótimo elenco de apoio), mas dada a incapacidade do cinema brasileiro atual em produzir filmes com pretensão de grande diálogo com público que funcionem trata-se com certeza de um dos destaques da temporada brasileira.





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