quarta-feira, outubro 24, 2007

Lost, Lost, Lost


Lost, Lost, Lost é ao mesmo tempo o complemento e o oposto da obra-prima anterior de Jonas Mekas Reminênscias de uma Viagem a Lituânia. Se aquele era um filme sobre aculturamento, este é um épico sobre fincar raízes. O que torna Lost, Lost, Lost um filme especial é a relação íntima que Mekas estabelece com suas imagens captadas ao longo de 15 anos (entre 49 e 63) e sem intenção de serem montadas juntas e a maneira como organizando as cronologicamente ele estabelece uma narrativa de scope imenso sobre um exilado e sua relação com o mundo a sua volta. Cada imagem surge diante de nós com duas relações íntimas bem diversas, o do Mekas-cineasta com suas imagens, o do Mekas-personagem com seu mundo. Estruturalmente o filme (que no fundo se apresenta com 3 atos até bastante convencionais) é brilhante, dentro do seu crescendo que ganha aos poucos o espectador enquanto Mekas vai aos poucos se deixando tomar por seu mundo novo, não é todo dia que estamos diante de um filme de três horas que é mais cansativo na hora inicial, do que na sua encantadora hora final. Grande bola dentro da Mostra.





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