quinta-feira, outubro 19, 2006

Cartas do Sahara


Primeiro longa do veterano Vittorio De Seta em 13 anos. Sua fama é de ser um dos mais fortes cineastas italianos do período que a retrospectiva da Mostra cobre (e que está bem representado em vários filmes). Cartas do Sahara impressiona pelo uso corajoso do digital (com transfer para 35mm) sem deixar a impressão do detestável cinema para turista. Suas imagens às vezes se confundem com algum tipo de exotismo, ou tentam forçar um falso tom documental (rostos desfocados), e nem sempre a estrutura narrativa parece dar certo, mas é um filme lotado de momentos individuais bastante fortes. As cenas de discurso não funcionam tão bem quanto a encenação deles. Além da coragem de ser um filme que corre o risco de desagradar italianos (principalmente) e senegaleses.





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