sexta-feira, outubro 20, 2006
Honor de Cavalleria
Talvez a coisa mais bonita desse primeiro longa de Albert Serra seja a sua relação com o tempo. Ali o tempo parece não existir; pelo menos não na sua faceta mais opressora, aquela que impõe regras e afazeres. Temos aqui o tempo passando pelos personagens (e eles pelo tempo) em convivência harmoniosa, ressaltando assim os atos mais banais e sutis de uma longa caminhada.
Honor de Cavalleria acompanha a viagem de Dom Quixote e Sancho, mas não é uma adaptação; e sim, um recorte do livro de Cervantes. Um recorte de tempo que, em muitos momentos, parece infinito, deixando-se perder nas reclamações de um rabugento Quixote, nas paradas para descansar e admirar a luz do sol e, principalmente, num fiel Sancho que jamais deixará de seguir seu companheiro de viagem.
Honor de Cavalleria acompanha a viagem de Dom Quixote e Sancho, mas não é uma adaptação; e sim, um recorte do livro de Cervantes. Um recorte de tempo que, em muitos momentos, parece infinito, deixando-se perder nas reclamações de um rabugento Quixote, nas paradas para descansar e admirar a luz do sol e, principalmente, num fiel Sancho que jamais deixará de seguir seu companheiro de viagem.