terça-feira, janeiro 22, 2008
Uma boa safra de curtas em 35 mm.
Alguns curtas que merecem destaque entre os exibidos na noite de ontem:
Trópico das Cabras, de Fernando Coimbra
Não sou dos maiores entusiastas do filme, mas devo reconhecer que seus momentos fortes são realmente fortes, e que ele nunca se deixa levar por um viés do humanismo mais pueril. Trata-se de uma relação problemática, em ruínas, filmada com as cores de uma crescente frustração carnal.
Ocidente, de Leonardo Sette
O melhor curta da noite. Reflexos dos sentimentos com uma noção de entorno muito forte - pela paisagem que o trem percorre -, e das lembranças que ficam atreladas aos momentos duros de cada relacionamento amoroso.
A Psicose de Valter, Eduardo Kishimoto
A canção "Cavalgada", obra-prima de Roberto e Erasmo Carlos, dá o tom do filme. A letra, de um erotismo que faz Wando chorar de inveja, serve para finalizar a noitada de um homem sedento por sexo, e de outro que se saciou com uma prostituta. Olhares se cruzam na Augusta boêmia, e as estrelas mudam de lugar.
Saliva, de Esmir Filho
Revisto e confirmado. É disparado o melhor filme de Esmir Filho. Os medos e as impressões da pré-adolescente são filmados com total liberdade às sensações de um primeiro beijo, molhado, invadido pela saliva do outro, distante dos beijos mais secos que ela se acostumou a ver em Malhação.
Café com Leite, de Daniel Ribeiro
Um casal homossexual se acarinha na cama de uma manhã qualquer. Ao contrário de mim, o filme não problematiza essa relação. O drama é outro, no caso, a morte dos pais de um deles, e a necessidade de suprir a carência do irmãozinho tornado órfão, que quer dormir entre o casal que deveria, com o tempo, substituir pai e mãe em sua hierarquia de afetos. Um curta sensível como poucos, e que de tão mansinho cresce um bocado na memória.
Trópico das Cabras, de Fernando Coimbra
Não sou dos maiores entusiastas do filme, mas devo reconhecer que seus momentos fortes são realmente fortes, e que ele nunca se deixa levar por um viés do humanismo mais pueril. Trata-se de uma relação problemática, em ruínas, filmada com as cores de uma crescente frustração carnal.
Ocidente, de Leonardo Sette
O melhor curta da noite. Reflexos dos sentimentos com uma noção de entorno muito forte - pela paisagem que o trem percorre -, e das lembranças que ficam atreladas aos momentos duros de cada relacionamento amoroso.
A Psicose de Valter, Eduardo Kishimoto
A canção "Cavalgada", obra-prima de Roberto e Erasmo Carlos, dá o tom do filme. A letra, de um erotismo que faz Wando chorar de inveja, serve para finalizar a noitada de um homem sedento por sexo, e de outro que se saciou com uma prostituta. Olhares se cruzam na Augusta boêmia, e as estrelas mudam de lugar.
Saliva, de Esmir Filho
Revisto e confirmado. É disparado o melhor filme de Esmir Filho. Os medos e as impressões da pré-adolescente são filmados com total liberdade às sensações de um primeiro beijo, molhado, invadido pela saliva do outro, distante dos beijos mais secos que ela se acostumou a ver em Malhação.
Café com Leite, de Daniel Ribeiro
Um casal homossexual se acarinha na cama de uma manhã qualquer. Ao contrário de mim, o filme não problematiza essa relação. O drama é outro, no caso, a morte dos pais de um deles, e a necessidade de suprir a carência do irmãozinho tornado órfão, que quer dormir entre o casal que deveria, com o tempo, substituir pai e mãe em sua hierarquia de afetos. Um curta sensível como poucos, e que de tão mansinho cresce um bocado na memória.