quarta-feira, janeiro 23, 2008
Mais dois belos curtas
Saindo de Casa, de Roberta Arantes, é O Anjo Exterminador refeito por David Lynch. Mas o começo sugere Jacques Tati, ou até mais Elia Suleiman, sem a ironia, mas com um senso da paranóia que cerca a personagem. O mais interessante é a mudança de registro, do que poderia sugerir uma comicidade, pela repetição, mas que se transforma num quase terror, com um belo trabalho de som e uma montagem que acentua o desespero. O final, com a câmera no escuro a fitar a porta que se abre e fecha com indecisão, é particularmente forte, e há um clima de cotidiano ameaçador que se alinha perfeitamente ao crescendo nervoso do filme.
Antonio Pode, de Ivan Morales Jr., lembra uma parábola torta ao estilo "Amar é..." (aquelas figurinhas que as colegiais adoravam colecionar), mas com uma queda para o nonsense e o onírico que lhe faz muito bem. Lembra um monte de coisas, mas não consegui chegar a nenhum nome específico. A diretora de arte elucidou: a maior referência visual foi Roy Andersson, o diretor sueco de Canções do Segundo Andar e Vocês, os Vivos. Acho que eu nunca chegaria a essa conclusão se ela não tivesse falado.
Antonio Pode, de Ivan Morales Jr., lembra uma parábola torta ao estilo "Amar é..." (aquelas figurinhas que as colegiais adoravam colecionar), mas com uma queda para o nonsense e o onírico que lhe faz muito bem. Lembra um monte de coisas, mas não consegui chegar a nenhum nome específico. A diretora de arte elucidou: a maior referência visual foi Roy Andersson, o diretor sueco de Canções do Segundo Andar e Vocês, os Vivos. Acho que eu nunca chegaria a essa conclusão se ela não tivesse falado.