sexta-feira, janeiro 25, 2008
Duas decepções
Sábado à Noite, de Ivo Lopes Araújo, tem uma proposta muito interessante, que ele leva a cabo da maneira mais rigorosa possível. O filme capta uma noite de sábado em Fortaleza como se a cidade fosse habitada por fantasmas, que às vezes se materializam para comer ou beber. Isso não é problema. O que me incomoda é que me parece um filme já formatado para ser um sucesso de crítica - mais ou menos o que acho dos filmes de Eduardo Coutinho, aliás - codificado como obra de um autor difícil e que não faz concessões. Faltou algo que o colocasse na mira de possíveis alvos. Algo que o tirasse do simples status de obra para poucos. Algo que provocasse o risco de ser incompreendido, ou mesmo odiado. É digno, mas eu esperava mais, pelo que o Cléber Eduardo tinha falado.
Crítico, de Kleber Mendonça Filho, é outro de que eu esperava mais, e quem viu os curtas do diretor só poderia esperar o máximo. Mas o filme é correto demais, certinho demais em sua edição que alterna depoimentos (alguns bons, outros patéticos - caso de Sérgio Bianchi) com imagens de arquivo. É interessante, mas não acrescenta muito ao que o filme de Maria de Medeiros (Bem me Quer, Mal me Quer) dizia.
Crítico, de Kleber Mendonça Filho, é outro de que eu esperava mais, e quem viu os curtas do diretor só poderia esperar o máximo. Mas o filme é correto demais, certinho demais em sua edição que alterna depoimentos (alguns bons, outros patéticos - caso de Sérgio Bianchi) com imagens de arquivo. É interessante, mas não acrescenta muito ao que o filme de Maria de Medeiros (Bem me Quer, Mal me Quer) dizia.